Aeroporto de Altamira: Conheça a história e as transformações do principal terminal aéreo da Transamazônica
Localizado na região centro-sul do Pará, no Norte do país, Altamira fica a mais de 800 quilômetros de Belém, a capital do estado, e está cravada às margens do Rio Xingu, com sua série de afluentes e cachoeiras que se distribuem por toda a região. Desde 2011, quando começaram as obras de instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte — considerada a terceira maior do mundo —, o aeroporto local tem registrado um aumento significativo na movimentação de passageiros.
Em 30 de novembro de 2023, o Aeroporto Interestadual de Altamira (SBHT) passou a ser gerido pela concessionária Aena Brasil, após a empresa arrematar um bloco de 11 terminais aeroportuários no leilão realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A concessionária, que já administra outros seis terminais no Nordeste, integra a companhia espanhola Aena, maior operadora aeroportuária do mundo em volume de passageiros.
Pioneirismo e a era dos hidroaviões no Rio Xingu
O aeroporto de Altamira realiza voos domésticos e atua como a principal porta de entrada e saída aérea para a região da Transamazônica. A história da aviação comercial na cidade remonta a 1950, quando surgiram as primeiras rotas com a extinta Panair do Brasil, operando em uma pista de terra batida.
Na época, o trajeto entre Belém e Manaus era realizado em hidroaviões bimotores modelo Catalina PBY, com capacidade para 16 passageiros, que amarravam e aterrissavam diretamente nas águas do Rio Xingu, em frente à cidade. Simultaneamente, em um terreno doado pela prefeitura municipal, iniciou-se a construção da primeira pista de pouso em terra firme, sob coordenação da Comissão de Aeroportos da Bacia Amazônica (Comara), órgão do Comando da Aeronáutica.
O registro do primeiro pouso nas águas do Xingu, contudo, ocorreu logo após a Revolução de 1930, quando um hidroavião trouxe a Altamira o então interventor do Estado, major Magalhães Barata. Durante a Segunda Guerra Mundial, nos anos 1940, hidroaviões das forças norte-americanas também utilizavam o rio para abastecimento e suporte às operações de extração do látex na região.
Evolução estrutural e concessão
Com o início da construção da Rodovia Transamazônica na década de 1970, o fluxo de passageiros e cargas cresceu expressivamente, exigindo o prolongamento e o asfalto da pista. Em 1979, foi oficialmente inaugurado o novo terminal de passageiros. No ano seguinte, em 17 de janeiro de 1980, o aeroporto passou para a gestão da Infraero, recebendo melhorias operacionais ao longo dos anos — incluindo a homologação para suporte a aeronaves de grande porte em 2011 e 2012.
Mais recentemente, em 2023, o terminal passou por intervenções que expandiram as salas de embarque, desembarque e o saguão principal, além da implementação de sanitários com acessibilidade universal.
Durante os próximos 30 anos, período previsto no contrato de concessão, a Aena Brasil prevê investimentos contínuos em modernização e adequação da infraestrutura do Aeroporto de Altamira para atender às demandas de desenvolvimento regional da Transamazônica.
| Com informações: Aena Brasil |
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