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Modernização do Aeroporto de Altamira chega a reta final

quinta-feira, agosto 06, 2026

Modernização Infraestrutural e Conectividade no Interior da Amazônia

Aeroporto de Altamira
Vista das obras de ampliação e modernização do Aeroporto de Altamira (ATM).

O Aeroporto de Altamira (ATM), no sudoeste do Pará, ingressa em uma nova etapa de suas operações após a entrega das obras de ampliação e modernização conduzidas pela concessionária espanhola Aena. O investimento eleva a capacidade do terminal para até 200 mil passageiros por ano, com adequações na infraestrutura terrestre e operacional que buscam suprir um gargalo histórico de conexão na calha do Xingu.

As intervenções focaram em gargalos operacionais do terminal:

  •  Sala de Embarque: Ampliada em 370 m², minimizando o fluxo saturado em horários de pico.
  • Canal de Inspeção: A área do raio-X triplicou de tamanho, alcançando 148 m² para agilizar a triagem de segurança.
  • Área de Check-in: Aumentada para 249 m². O grande destaque tecnológico foi a instalação do sistema BHS (Baggage Handling System), que é um complexo sistema automatizado de esteiras, leitores epistas usado em aeroportos para transportar, rastrear, triar e entregar as malas despachadas pelos passageiros um recurso automatizado para triagem e processamento de bagagens padrão usados nos principais hubs do país.

Atualização Operacional e de Segurança

Por outro lado, as adequações visam adequar o aeródromo às demandas da aviação comercial pesada:

SetorMelhoria ImplementadaImpacto Operacional
Pátio de AeronavesCapacidade para até 3 aeronaves Classe C simultâneasPermite operação contínua de jatos como Boeing 737 e Airbus A320.
Cabeceiras da PistaImplantação de RESA (Runway End Safety Area)Aumenta a segurança em manobras de pouso e decolagem.
Auxílio VisualInstalação do sistema PAPIMelhora a precisão de aproximação das aeronaves em condições desfavoráveis.
SinalizaçãoRenovação das marcações na pista e no pátioEleva os padrões operacionais conforme exigências da ANAC.

A Infraestrutura vs. Oferta de Voos

Se por um lado a Aena cumpre as exigências regulatórias do contrato de concessão — entregando um terminal mais seguro e confortável —, por outro, a ampliação expõe o paradoxo do setor aéreo no interior da Amazônia.

Para responder a essas indagações a empresa aérea Aena Brasil, informou que as estratégia para viabilizar a esse problema, também inclui diálogo permanente com companhias aéreas para ampliar a oferta de voos, incentivar novas ligações entre cidades do interior e os principais centro do país, além de estimular operações com aeronaves de maior capacidade.


Detalhe da nova infraestrutura do pátio e terminal de passageiros em Altamira.

A elevação da capacidade nominal para 200 mil passageiros por ano coloca a infraestrutura física à frente da atual oferta de malha aérea na região. O desafio imediato deixa de ser de engenharia civil e passa a ser econômico-regulatório: atrair e consolidar rotas comerciais regulares com aeronaves de maior porte, tornando a tarifa mais acessível e viabilizando o fluxo para o agronegócio, serviços e energia.

A modernização física é um passo fundamental para o desenvolvimento do sudoeste paraense, mas seu impacto real na integração regional dependerá da capacidade do mercado em converter espaço físico em assentos disponíveis e voos diários.

Semtur inaugura Espaço de Informação Turística no aeroporto de Altamira

sábado, junho 28, 2025

A Prefeitura de Altamira, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), inaugurou nesta quarta-feira (25), às 18h, o Espaço de Informação Turística, instalado no saguão principal do Aeroporto Municipal.

A iniciativa tem como principal objetivo valorizar os atrativos turísticos e culturais do município, além de reforçar a promoção da região do Xingu como destino turístico. O local funcionará como ponto de apoio e orientação a visitantes, com informações sobre roteiros, cultura local, gastronomia e opções de lazer em Altamira e arredores.

Durante a solenidade de inauguração, estiveram presentes o prefeito Loredan Mello, a vice-prefeita Thais Nascimento e a secretária municipal de Turismo, Priscilla Couto. Em pronunciamentos, as autoridades destacaram o potencial turístico da região e o papel estratégico do novo espaço como porta de entrada para visitantes.

Segundo a Semtur, o espaço é mais uma etapa no plano de ações voltadas ao fortalecimento do setor, que também inclui capacitações, apoio a eventos e integração com a rede hoteleira e de empreendedores locais.

A estrutura está localizada na Avenida João Paulo II, bairro Coração de Mãe, e funcionará nos mesmos horários de operação do terminal aéreo.

Evolução cronológica do Aeroporto Interestadual de Altamira (ATM)

segunda-feira, abril 07, 2025

Aeroporto de Altamira: Conheça a história e as transformações do principal terminal aéreo da Transamazônica

Projeto de Ampliação do Aeroporto de Altamira - ARE Arquitetura
O aeroporto atualmente passa por serviços de ampliação e modernização. Clique na imagem para conferir o projeto. (Foto: ARE Arquitetura)

Localizado na região centro-sul do Pará, no Norte do país, Altamira fica a mais de 800 quilômetros de Belém, a capital do estado, e está cravada às margens do Rio Xingu, com sua série de afluentes e cachoeiras que se distribuem por toda a região. Desde 2011, quando começaram as obras de instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte — considerada a terceira maior do mundo —, o aeroporto local tem registrado um aumento significativo na movimentação de passageiros.

Em 30 de novembro de 2023, o Aeroporto Interestadual de Altamira (SBHT) passou a ser gerido pela concessionária Aena Brasil, após a empresa arrematar um bloco de 11 terminais aeroportuários no leilão realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A concessionária, que já administra outros seis terminais no Nordeste, integra a companhia espanhola Aena, maior operadora aeroportuária do mundo em volume de passageiros.

Pioneirismo e a era dos hidroaviões no Rio Xingu

O aeroporto de Altamira realiza voos domésticos e atua como a principal porta de entrada e saída aérea para a região da Transamazônica. A história da aviação comercial na cidade remonta a 1950, quando surgiram as primeiras rotas com a extinta Panair do Brasil, operando em uma pista de terra batida.

Na época, o trajeto entre Belém e Manaus era realizado em hidroaviões bimotores modelo Catalina PBY, com capacidade para 16 passageiros, que amarravam e aterrissavam diretamente nas águas do Rio Xingu, em frente à cidade. Simultaneamente, em um terreno doado pela prefeitura municipal, iniciou-se a construção da primeira pista de pouso em terra firme, sob coordenação da Comissão de Aeroportos da Bacia Amazônica (Comara), órgão do Comando da Aeronáutica.

O registro do primeiro pouso nas águas do Xingu, contudo, ocorreu logo após a Revolução de 1930, quando um hidroavião trouxe a Altamira o então interventor do Estado, major Magalhães Barata. Durante a Segunda Guerra Mundial, nos anos 1940, hidroaviões das forças norte-americanas também utilizavam o rio para abastecimento e suporte às operações de extração do látex na região.

Evolução estrutural e concessão

Com o início da construção da Rodovia Transamazônica na década de 1970, o fluxo de passageiros e cargas cresceu expressivamente, exigindo o prolongamento e o asfalto da pista. Em 1979, foi oficialmente inaugurado o novo terminal de passageiros. No ano seguinte, em 17 de janeiro de 1980, o aeroporto passou para a gestão da Infraero, recebendo melhorias operacionais ao longo dos anos — incluindo a homologação para suporte a aeronaves de grande porte em 2011 e 2012.

Mais recentemente, em 2023, o terminal passou por intervenções que expandiram as salas de embarque, desembarque e o saguão principal, além da implementação de sanitários com acessibilidade universal.

Durante os próximos 30 anos, período previsto no contrato de concessão, a Aena Brasil prevê investimentos contínuos em modernização e adequação da infraestrutura do Aeroporto de Altamira para atender às demandas de desenvolvimento regional da Transamazônica.

Com informações: Aena Brasil

O Aeroporto de Altamira registrou um aumento de 13% no número de voos em 2024. Confira!

sexta-feira, fevereiro 21, 2025
Foto: Aeroporto de Altamira

Cinco aeroportos do Pará estão entre os mais movimentados da região norte. O Pará vem se destacando como principal potência econômica e logística da Amazônia. Dentre os cinco, aeroportos e primeiro do Ranking vem o aeroporto Internacional de Belém, Val de Cans, que lidera o com mais de 4 milhões de passageiros em 2024, ocupando uma posição isolada no topo.

Além da capital, outros quatro, não menos importante, está o aeroporto de Santarém, Maestro Wilson Fonseca, o aeroporto de Marabá, João Corrêa Rocha, aeroporto Interestadual de Carajás em Parauapebas e o aeroporto Interestadual de Altamira. 

O Aeroporto Maestro Wilson Fonseca, em Santarém, aparece na quinta colocação com cerca de 511 mil passageiros em 2024, registrando um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. O movimento no município supera o de capitais como Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC).


O aeroporto de Marabá, João Corrêa Rocha, no sudeste do Pará, ocupa a oitava posição, com aproximadamente 372 mil passageiros em 2024, ficando à frente de Rio Branco. Já Parauapebas, conhecido como a “capital do minério”, encerrou o ranking em décimo lugar, com 192 mil passageiros e um crescimento de 24% no último ano. Em seguida o aeroporto de Altamira no Sudoeste do estado, que encerrou o ano de 2024 com 101.924 passageiros, tendo um crescimento de 13,25% com relação ao ano anterior.

Visando melhorar o atendimento, e aumenta o fluxo voos, os aeroportos de Belém, Marabá, Santarém, Parauapebas e Altamira devem receber, juntos, cerca de R$ 1,1 bilhão em investimentos para ampliação e modernização da infraestrutura. As melhorias visam aumentar a capacidade de atendimento e ampliar a conectividade aérea, fortalecendo a integração do estado com o restante do Brasil e com destinos internacionais.




Confira o primeiro voo Conecta 5582, sob a gestão da Aena no aeroporto de Altamira

domingo, dezembro 10, 2023
Aeroporto de Altamira sob administração da AENA INTERNACIONAL, passará por ampliação e terminal de passageiro dobrará de tamanho.

Nos aeroportos do Nordeste, sob administração da Aena desde 2020, a empresa já investiu cerca de R$ 2 bilhões em obras, equipamentos e sistemas para melhorar tecnologia, segurança e conforto, com ampliação dos espaços e acréscimo de capacidade operacional. As melhorias de Maceió, Juazeiro do Norte e Campina Grande já foram entregues e no próximo dia 12 de dezembro, serão inauguradas as obras do Recife. Em todos eles, destaca-se o acréscimo da capacidade operacional, que varia de 40% a 100%.

A companhia passou á opera os aeroportos de Congonhas (SP), Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Montes Claros (MG),  Altamira (PA), Marabá (PA), Carajás (PA) e Santarém (PA).

O terminal de passageiros do Aeroporto de Altamira dobrará de tamanho sob administração da Aena

Foto: Aeroporto Interestadual de Altamira -Sala de embarque

O primeiro voo sob a gestão da Aena no aeroporto de Altamira foi o Azul Conecta 5582 na quinta-feira (3), proveniente de Belém (PA), com pouso às 7h28. A primeira decolagem foi do Azul Conecta 5583, às 8h26 do mesmo dia com destino à capital paraense.

Localizado no maior município brasileiro em extensão territorial, o aeródromo de Altamira receberá melhorias. O terminal de passageiros vai dobrar de tamanho, passando de 1.200 m² para 2.600 mil m². Além disso, a superfície da sala de embarque e da área pública ficará 3,6 vezes maior que a atual.

Para aumentar a segurança, a Aena irá instalar áreas de segurança de final de pista em ambas as cabeceiras e instalação de um PAPI (Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão) na cabeceira 25. Ademais, haverá adequação do pátio para três posições para aeronaves tipo C e da via de pedestres para acesso do embarque e desembarque.
Conclusão da transição operacional.
Foto: Divulgação

Conforme divulgado em setembro deste ano, a Aena possuia um cronograma das novas operações nos 11 aeroportos assumidos por ela. Dessa forma, ao concluir pontualmente o planejamento, a concessionária que já administrava desde 2020 seis aeroportos no Nordeste, ao assumir o Aeroporto de Altamira (PA) passa a contar com um total de 17 terminais no Brasil, tornando-se responsável por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Nos 11 novos aeroportos, a Aena fará obras para deixá-los mais seguros, sustentáveis e confortáveis aos passageiros. A empresa entregará até o fim deste ano os anteprojetos das melhorias à Anac, com os planos para a ampliação e modernização dos terminais. As obras devem começar no segundo semestre de 2024, com previsão de entrega em 2026. Em Congonhas, a conclusão das obras será em 2028.

Antes mesmo de iniciar as operações, a Aena já havia investido R$ 3,3 bilhões para assumir a administração dos 11 aeroportos. Uma equipe composta por mais de 60 profissionais foi responsável pela elaboração e aprovação dos planos de transferência operacionais. Além disso, a empresa informou que promoveu quase 14 mil horas de treinamento a mais de 170 profissionais que vão atuar nesses aeroportos.

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