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Clínica Novos Ventos realiza mais de 2,5 mil atendimentos à comunidade no primeiro semestre de 2026

sexta-feira, julho 24, 2026

Clínica Novos Ventos encerra primeiro semestre de 2026 com mais de 2,5 mil atendimentos gratuitos em Altamira

Clínica Novos Ventos - Faculdade Serra Dourada
Atendimentos gratuitos nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Nutrição e Odontologia em Altamira. (Foto: Divulgação / Ascom)

A Clínica Novos Ventos, da Faculdade Serra Dourada de Altamira, encerrou o primeiro semestre de 2026 com a marca de 2.555 atendimentos realizados à comunidade nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Nutrição e Odontologia. Os serviços gratuitos reforçam o compromisso da instituição com a formação prática dos acadêmicos e com a ampliação do acesso da população aos cuidados em saúde.

Balanço dos Atendimentos Realizados

De acordo com o levantamento da clínica, a Psicologia foi a área com maior volume de atendimentos, totalizando 1.220 sessões realizadas para 182 pacientes. Na Fisioterapia, foram registrados 310 atendimentos destinados a 38 pacientes, enquanto a área de Nutrição contabilizou 83 atendimentos, beneficiando 75 pessoas.

Na Odontologia, foram prestados 942 atendimentos ao longo do semestre, sendo 919 consultas e procedimentos clínicos e outros 23 destinados especificamente à população indígena, evidenciando o compromisso da instituição com a inclusão e a assistência a diferentes públicos da região.

Integração entre Ensino e Comunidade

Além de oferecer atendimento gratuito e supervisionado, a Clínica Escola Novos Ventos proporciona aos estudantes a vivência prática da profissão, aproximando o ensino das necessidades da comunidade e contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para atuar no mercado de trabalho.

Palavra da Direção:
"Cada atendimento realizado representa uma oportunidade de cuidado com a população e, ao mesmo tempo, um momento de aprendizado para nossos estudantes. A Clínica Escola Novos Ventos traduz o compromisso da Faculdade Serra Dourada com uma formação de excelência, baseada na prática, na responsabilidade social e na transformação da realidade por meio da educação", destaca a diretora da Faculdade Serra Dourada de Altamira, Daiane Oliveira.

A Clínica Escola Novos Ventos integra a estrutura de ensino da Faculdade Serra Dourada e oferece atendimentos gratuitos realizados por acadêmicos, sempre sob a supervisão de professores e profissionais habilitados. A iniciativa fortalece a relação entre ensino, extensão e responsabilidade social, promovendo benefícios diretos para a população de Altamira e região.


Fonte: Ascom / Clínica Novos Ventos

Obras emergenciais e de manutenção avançam na BR-230 e reforçam a trafegabilidade no Pará.

terça-feira, julho 14, 2026
Obras do DNIT na BR-230
Máquinas na pista: DNIT intensifica frentes de trabalho ao longo da Rodovia Transamazônica. (Foto: Divulgação)

A obra executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) segue avançando em importantes corredores logísticos do Pará. Ao longo da rodovia BR-230 (Transamazônica), equipes trabalham simultaneamente em serviços emergenciais, manutenção, conservação e implantação de obras estruturantes, com o objetivo de garantir melhores condições de trafegabilidade, ampliar a segurança viária e assegurar o fluxo de pessoas e mercadorias em uma das regiões mais estratégicas para a integração nacional.

A rodovia desempenha papel fundamental no desenvolvimento econômico da região Norte. Além de conectar municípios paraenses, ela viabiliza o escoamento da produção agropecuária e mineral, o abastecimento das cidades e o acesso da população a serviços essenciais. Diante das características climáticas da região amazônica e da intensa circulação de veículos pesados, a atuação contínua do DNIT é indispensável para preservar a funcionalidade dessas vias durante todo o ano.

Ao longo da rodovia, diferentes frentes de trabalho estão distribuídas entre os municípios de Medicilândia, Uruará, Rurópolis, Altamira e Novo Repartimento. Entre as intervenções em execução estão obras emergenciais para recuperação de pontos críticos, melhoria do greide da rodovia, alargamento da plataforma, readequação dos sistemas de drenagem e reconformação da pista, além da aplicação de soluções em solo-cimento e solo-brita, revestimento primário e limpeza dos dispositivos de drenagem.

No trecho entre Uruará e Rurópolis, dez pontos críticos recebem intervenções emergenciais voltadas à recuperação das condições de circulação. Já entre Medicilândia e Uruará, outros 18 pontos críticos passam por obras emergenciais, com cronograma de execução estimado em 90 dias.

Trecho entre Uruará e Rurópolis
BR-230 - Trecho entre Uruará e Rurópolis. (Foto: Divulgação)
Trecho entre Uruará e Medicilândia
BR-230 - Trecho entre Uruará e Medicilândia. (Foto: Divulgação)

Também estão em andamento melhorias na manutenção localizadas em Rurópolis, incluindo intervenções no encabeçamento da ponte sobre o rio Boiaçu, adequações no acesso ao bairro Leitoso e tratamento de segmentos do perímetro urbano da BR-230.

Perímetro urbano em Rurópolis
BR-230 - Perímetro urbano em Rurópolis. (Foto: Divulgação)

As ações contemplam ainda a substituição gradual de pontes de madeira por estruturas definitivas em concreto. Está prevista a construção das pontes sobre os rios Arrependido, Cearense, Magú e Gameleira. A ponte sobre o rio Arrependido já está em execução e alcança a etapa de mesoestrutura, com previsão de conclusão em aproximadamente 90 dias. Além disso, cerca de 100 quilômetros entre Novo Repartimento e Altamira devem receber revitalização da sinalização horizontal, reforçando a segurança dos usuários até o fim desse semestre.

Ponte sobre o Rio Xingu atinge 63% de conclusão
Outro importante empreendimento em execução é a construção da ponte sobre o rio Xingu, que já alcançou 63,43% de avanço físico. Na margem de Anapu, seguem a evolução do mastro P2 montante por meio de forma deslizante, o avanço do trecho de disparo P1C e o início das atividades no mastro P2 jusante, na região da câmara de estais.

Na margem de Vitória do Xingu, os trabalhos concentram-se na montagem de cimbramentos e formas do vão P4B-P4C, execução das armações das longarinas e transversinas, além do avanço da viga travessa do mastro P3, incluindo armação, formas e concretagens. Também foram iniciadas as atividades nos mastros P3 montante e jusante, com previsão de protensão nas próximas etapas da obra.

As intervenções reforçam o compromisso do DNIT em manter a infraestrutura rodoviária federal em condições adequadas de uso, promovendo maior segurança viária, melhoria da mobilidade e fortalecimento da logística de transporte no Pará. A continuidade das obras representa um investimento estratégico para o desenvolvimento regional, contribuindo para a integração dos municípios, a redução dos custos de transporte e o crescimento econômico da Amazônia.


Fonte: br230pa.com.br

MPPA recomenda medidas urgentes para proteger qualidade da água em comunidade de Vitória do Xingu

quarta-feira, julho 08, 2026
Recomendação visa garantir a qualidade da água consumida na comunidade • Foto: Reprodução

VITÓRIA DO XINGU (PA) - O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Vitória do Xingu, expediu uma recomendação para garantir a adoção de medidas sanitárias, ambientais e estruturais para proteção da qualidade da água consumida pela população da Agrovila Leonardo Da Vinci.

A medida foi assinada pela promotora de Justiça Katiuscia Lisandra Alves Diniz Maia e direcionada à Prefeitura Municipal de Vitória do Xingu, à Secretaria Municipal de Saúde/Vigilância Sanitária, à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura e à Secretaria Municipal da Gestão do Meio Ambiente.

A recomendação foi expedida no âmbito do Procedimento Administrativo nº 09.2026.00002665-5, instaurado para acompanhar a situação sanitária e ambiental da comunidade, diante da identificação de descarte irregular de resíduos sólidos nas proximidades do sistema de abastecimento de água e de problemas relacionados à manutenção da estrutura utilizada para fornecimento de água à população local.

Diante do possível risco à saúde da população, a Promotoria de Justiça solicitou apoio técnico ao Laboratório Central do Estado do Pará (LACEN/SESPA) para subsidiar a avaliação da qualidade da água consumida na Agrovila Leonardo Da Vinci. Após coleta de amostras, os relatórios laboratoriais apontaram resultado insatisfatório em pontos relacionados ao sistema de abastecimento local.

Entre as providências recomendadas, o MPPA orienta que a Secretaria Municipal de Saúde/Vigilância Sanitária adote todas as medidas sanitárias emergenciais cabíveis, avalie tecnicamente o grau de risco à população e informe formalmente os moradores sobre as condições de consumo da água.

O documento também recomenda que a comunidade seja orientada sobre medidas de segurança, como filtragem, eventual restrição temporária de consumo, utilização de fonte alternativa ou outra providência indicada pela autoridade sanitária, enquanto persistir risco quanto à qualidade da água.

A recomendação prevê, ainda, que seja avaliada a necessidade de fornecimento temporário de água potável por meio alternativo aos usuários eventualmente expostos ao risco sanitário.

Além disso, a medida orienta a realização de avaliação sanitária do sistema de abastecimento, limpeza e desinfecção das estruturas utilizadas, recuperação da área afetada pelo descarte irregular de resíduos, fiscalização ambiental do local, adoção de rotina de monitoramento da qualidade da água, entre outras recomendações.

Informações: MPPA

Altamira além do óbvio: 10 lugares imperdíveis para conhecer na "Capital do Xingu"

sábado, julho 04, 2026

Se você está planejando uma visita à "Capital da Transamazônica", prepare-se para se surpreender. Altamira, no coração do Pará, é uma cidade que mistura a força do Rio Xingu com uma urbanização que não para de crescer.

Esqueça os roteiros óbvios. Com base no que há de mais atual nas redes e no cotidiano da cidade em 2026, selecionamos 10 lugares imperdíveis para você conhecer e vivenciar a verdadeira essência altamirense.

1. Orla do Cais e Monumento das Etnias

O principal cartão-postal da cidade é o ponto de encontro de todas as gerações. Revitalizada, a Orla oferece uma das vistas mais privilegiadas do nascer do Sol sobre o Rio Xingu.

Vídeo: Passeio panorâmico pela Orla do Cais de Altamira.

Com destaque para o Monumento das Etnias, que homenageia os povos originários do Médio Xingu, o local é um marco de respeito, história e cultura, representando a força e os mitos tradicionais da região. Na orla encontram-se a estátua do Indígena com arco e flecha e a pira olímpica dos jogos indígenas. A poucos metros dali, está o letreiro "EU AMO ALTAMIRA", que rende belíssimas fotos. É o local ideal para uma caminhada ao fim da tarde, aproveitando a brisa do rio e conhecendo também o polo de artesanato do Xingu.

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Atrações e monumentos ao longo da Orla do Cais de Altamira. (Fotos: Divulgação)
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Cenários instagramáveis e espaços de lazer na extensão da orla. (Fotos: Divulgação)

2. Shopping Serra Dourada

O shopping é um dos passeios indispensáveis para fazer com os amigos. Localizado no bairro Cidade Nova, o Shopping Serra Dourada tornou-se o grande hub de modernização de Altamira, simbolizando o novo momento econômico da região. Embora esteja em expansão, não deixa nada a desejar.

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Estrutura moderna do Shopping Serra Dourada em Altamira. (Fotos: Divulgação)

Quem está acostumado com grandes metrópoles pode notar que ainda há poucas marcas de renome nacional e internacional. Contudo, rapidamente se encantará com o ambiente tranquilo, aconchegante e repleto de conveniências. O empreendimento conta com opções de peso como Burger King e C&A, além de ser um completo centro de entretenimento com cinema, praça de alimentação diversificada e um hipermercado integrado.

3. Balneário Pedral

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Belezas naturais e cabanas rústicas no Balneário Pedral. (Fotos: Divulgação)

Para quem busca o lazer típico altamirense, o Pedral é a escolha "raiz". Fica nos arredores da zona urbana e mantém a rusticidade que encanta os visitantes.

O que fazer: É o local perfeito para contemplar a natureza. Com águas claras e esverdeadas, o Rio Xingu oferece paisagens incríveis de suas ilhas. O balneário conta com uma pequena praia para se refrescar e saborear pratos típicos à sombra de cabanas rústicas de palha. O cardápio local inclui caldeirada de peixe, moqueca, peixe frito, cervejas geladas, caipirinhas e água de coco fresca.

4. Praia do Massanori

Praia do Massanori
Praia do Massanori: refúgio de águas doces durante o verão amazônico. (Foto: Divulgação)

A "joia" do verão amazônico, a Praia do Massanori é um verdadeiro paraíso de água doce. O passeio pode começar na travessia de voadeira partindo da Orla do Cais, ou de carro pela Rodovia Ernesto Acioli, percorrendo cerca de 6 km de estrada de terra. No local, é possível desfrutar de um ambiente tranquilo com quiosques de comidas, bebidas e aluguel de guarda-sois. É o destino favorito para quem busca descanso, belas fotos e contato direto com a imensidão do rio.

5. Mercado Municipal

Vídeo: Conheça os sabores e a cultura do Mercado Municipal de Altamira.

O coração pulsante da cultura e da economia tradicional. Localizado na região central, é onde se encontra a verdadeira identidade da Transamazônica. Com produtos regionais frescos vindos direto do produtor, é o local ideal para comprar frutas e verduras locais, almoçar ou saborear um delicioso café da manhã regional.

6. Casa de Memória do Xingu

Preservando a história regional, a Casa de Memória do Xingu está localizada na Orla e funciona como um museu vivo.

Casa de Memória do Xingu
Fachada da Casa de Memória do Xingu, acervo histórico em Altamira. (Foto: Divulgação)

O que ver: O acervo conta a história da construção da Rodovia Transamazônica, a chegada dos colonos de diversas regiões do Brasil e a resistência dos povos indígenas. Fotografias e objetos antigos retratam os desafios da ocupação da Amazônia.

Dica de ouro: Como a Casa de Memória fica anexada à Orla do Cais, aproveite para almoçar em um dos restaurantes ao longo do calçadão. Experimente um peixe de escama (como o Tucunaré) no escabeche ou em uma caldeirada, acompanhado da tradicional farinha puba local.

7. Abelha Cacau

A Abelha Cacau unifica duas grandes riquezas da terra: o chocolate de origem e o mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponicultura).

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Produtos de cacau de origem e meliponicultura na fábrica Abelha Cacau. (Fotos: Divulgação)

Primeira fábrica de chocolate de Altamira, a Abelha Cacau produz chocolates com alto teor de cacau e bioprodutos inovadores, como o "Cupijó" (chocolate feito com buriti que possui um tom amarelado natural). No local, é possível visitar um museu que retrata a história do cacau, realizar degustações guiadas e adquirir presentes autênticos da região.

8. Restaurante e Peixaria Vê-o-Rio

Ponto imperdível em Altamira, o Restaurante Vê-o-Rio combina gastronomia regional e uma vista deslumbrante do Rio Xingu. É o lugar ideal para reunir a família e amigos, ouvir música ao vivo e registrar momentos especiais. O cardápio oferece variadas opções de pratos, petiscos e bebidas.

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Ambiente agradável e gastronomia à beira do Rio Xingu no Vê-o-Rio. (Fotos: Divulgação)

9. Pizzaria Mister Burg

A Pizzaria Mister Burg é um estabelecimento tradicional que já pode ser considerado patrimônio gastronômico de Altamira. Atuando há mais de 30 anos no mercado, tornou-se referência em qualidade e bom atendimento.

Pizzaria Mister Burg
Tradicional Pizzaria Mister Burg em Altamira. (Foto: Divulgação)

O local serve uma das melhores pizzas da região, além de hambúrgueres artesanais e bebidas. Com localização privilegiada e ambiente agradável, permanece entre os pontos mais frequentados da cidade.

10. Catedral Sagrado Coração de Jesus

Visitar a Catedral Sagrado Coração de Jesus é uma experiência renovadora. Seja pela arquitetura marcante que domina o horizonte urbano ou pela tranquilidade de seu interior, a catedral é um verdadeiro símbolo cultural e religioso da região do Xingu.

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Catedral Sagrado Coração de Jesus: marco arquitetônico e religioso na Praça Pio VIII. (Fotos: Divulgação)

Diferente das igrejas do período colonial luso-brasileiro, a catedral possui uma estética eclética com vertente modernista funcionalista adaptada ao clima amazônico.

Período de Construção e História:

A estrutura atual passou por consolidação em meados do século XX (especialmente entre as décadas de 1970 e 1980), acompanhando o desenvolvimento da Prelazia do Xingu (criada em 1934) e sua posterior elevação à Diocese. A edificação é um marco do crescimento urbano de Altamira ocorrido durante o período de abertura da Rodovia Transamazônica.

Destaques Arquitetônicos:

  • Linhas Retas e Verticalização: Apresenta formas geométricas definidas e sóbrias.
  • Torre Sineira: Elemento vertical de destaque que funciona como ponto de referência na paisagem urbana.
  • Amplitude Interna: Projeto elaborado com pé-direito elevado e vãos amplos para favorecer a ventilação natural no clima equatorial.
  • Integração Urbana: Planejada para se integrar harmoniosamente à Praça Pio VIII, funcionando como ponto de convivência social da comunidade.

Gargalo na Saúde do Xingu: Ampliação do Hospital Regional de Altamira Avança Sob Pressão de Crise por Leitos e Óbitos na Fila de Espera

terça-feira, junho 30, 2026

Entre Promessas de Expansão, Obras no Regional da Transamazônica Avançam sob Críticas à Gestão da Saúde no Xingu

ALTAMIRA (PA) — O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), deu início às obras de fundação para a ampliação e modernização do Hospital Regional da Transamazônica (HRT), em Altamira. A intervenção institucional, que prevê o acréscimo de 35 novos leitos de UTI e um setor inédito de hemodinâmica, ocorre em um momento de extrema saturação estrutural. A escassez de vagas crônica na Região de Integração do Xingu tem gerado severas críticas da sociedade civil organizada e, em casos mais graves, resultado em óbitos de pacientes que não resistem ao tempo de espera por transferência.

Embora o Estado classifique a obra como um avanço na descentralização da saúde, lideranças locais e movimentos sociais pontuam que a expansion chega com anos de atraso. Inaugurado em 2006, o hospital passou quase duas décadas sem ampliações proporcionais ao crescimento demográfico dos nove municípios que atende na rodovia Transamazônica, operando historicamente no limite de sua capacidade de média e alta complexidade.

O Custo da Espera: Falta de Estrutura Provoca Mortes Crônicas

As deficiências na infraestrutura do HRT têm gerado mobilizações populares recorrentes na região. A falta de vagas de Terapia Intensiva obriga o Ministério Público do Estado (MPPA) e a Defensoria Pública a intervirem rotineiramente por meio de ações judiciais para tentar garantir leitos a pacientes em estado crítico.

Mesmo com a judicialização, a demora na regulação médica é fatal. Casos recentes de repercussão regional, como o óbito de lideranças indígenas locais que aguardaram mais de uma semana por uma vaga de UTI adequada, além de idosos vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) retidos em macas improvisadas em unidades de pronto atendimento, evidenciam que a atual malha hospitalar já entrou em colapso técnico.

"Duas filas paralelas se formaram no Xingu: a dos pacientes que esperam por exames e consultas especializadas, que chegam a demorar mais de um ano, e a fila da urgência por UTI, onde a lentidão do sistema dita quem sobrevive", aponta o histórico de relatórios de direitos constitucionais fundamentais da promotoria local.

Detalhes Técnicos e o Impacto Futuro dos Novos Leitos

O projeto executivo em andamento conta atualmente com cerca de 70 operários, com projeção de chegar a 100 profissionais. O foco principal é a abertura de 35 novos leitos críticos, uma tentativa de mitigar o déficit da região:

  • 16 leitos destinados à UTI Adulto;
  • 15 leitos para a UTI Neonatal;
  • 04 leitos para a UTI Pediátrica.

O reforço nas alas neonatal e pediátrica atinge diretamente um dos maiores gargalos da região, que frequentemente obriga famílias a enfrentarem o desgaste de transferências aéreas de alto risco para Belém, Santarém ou Marabá.

As obras de ampliação do HRT avançam de forma silenciosa com a unidade hospitalar funcionando normalmente. Foto: Agência Pará.

A inclusão da ala de hemodinâmica — voltada para diagnósticos e procedimentos cardiovasculares e neurológicos minimamente invasivos — promete preencher um vazio assistencial técnico. Contudo, médicos que atuam no interior do estado ressaltam que a entrega física das paredes e equipamentos precisará vir acompanhada de uma política eficiente de fixação de profissionais médicos especialistas, sob o risco de os novos setores operarem subfaturados por falta de pessoal qualificado.

Cobrança por Respostas Imediatas

A execução da obra está sob a gestão da governadora Hana Ghassan e do secretário da Seop, Arnaldo Dopazo. No entanto, para os moradores da Transamazônica, o canteiro de obras em andamento é um alento que divide espaço com a urgência diária das ambulâncias. Enquanto os trabalhos de fundação avançam no solo do hospital, a sociedade civil e os conselhos de saúde mantêm o alerta técnico: a saúde do Xingu não pode esperar o tempo cronológico das agendas políticas.

Com informações de: Agência Pará e SEOP

Galpões: os novos protagonistas do desenvolvimento econômico e logístico em Altamira

terça-feira, junho 23, 2026
Foto: Divulgação

Observando o fenômeno logístico na Grande Belém, o interior do Pará também começa a desenhar sua própria revolução silenciosa. Se na capital a corrida por condomínios logísticos é impulsionada pela posição estratégica para abastecer a Amazônia, no coração da Transamazônica, o município de Altamira desponta como o novo polo de atração para investimentos em armazenagem e distribuição regional.

Altamira vive um momento de consolidação econômica estrutural. Sendo o maior município em extensão territorial do país, a cidade conta atualmente com uma população estimada em 138,7 mil habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) que alcança a marca de R$ 3,9 bilhões. Esse dinamismo garantiu ao município uma posição de destaque no Ranking de Empreendedorismo, conforme aponta o site Caravela, figurando entre as 11 melhores cidades do estado do Pará para se fazer negócios.

Diferente de Belém, onde grandes corporações como o Magazine Luiza têm instalado centros de distribuição massivos com dezenas de milhares de metros quadrados, em Altamira o foco mercadológico se volta para a distribuição regional e o suporte às cadeias do agronegócio, comércio local variado e serviços.

O comércio da cidade já conta com mais de 56 modalidades diferentes, gerando uma demanda crescente por espaços que otimizem a intralogística. Nos bastidores do mercado imobiliário local, a procura por terrenos e galpões comerciais de grande porte — como estruturas de mais de 2.700 m² destinadas à locação comercial no centro urbano — começa a aquecer. Empresas enxergam na cidade a centralidade geográfica necessária para estocar e escoar produtos ao longo do eixo da rodovia BR-230 e municípios vizinhos, como Brasil Novo, Uruará e Medicilândia, que juntos lideram a abertura de novas empresas na região.

Assim como destacado, o fortalecimento da economia amazônica deve acelerar ainda mais a descentralização dos estoques. Para Altamira, investir na verticalização e modernização de seus galpões não é apenas uma tendência imobiliária, mas uma necessidade estratégica para sustentar o ritmo de crescimento de uma das economias mais promissoras do interior paraense.

Por: Portal Pérola do Xingu | Com Informações: Caravela

Senado aprova criação da Universidade Federal do Xingu e amplia debate sobre interiorização do ensino superior na Amazônia

terça-feira, junho 09, 2026

Projeto prevê desmembramento do campus da UFPA em Altamira e criação de uma nova universidade federal para atender a região da Transamazônica e do Xingu

Imagem meramente Ilustrativa/ Universidade Federal do Xingu -Altamira - Pará

O ensino superior público no Pará deu mais um passo rumo à expansão. A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal aprovou, no dia 9 de junho, o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 359/2017, que cria a Universidade Federal do Xingu (UFX), com sede em Altamira, no sudoeste paraense. A proposta é de autoria do ex-senador paraense Paulo Rocha (PT-PA) e recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Agora, a matéria segue para análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação em plenário no Senado.

A nova instituição será criada a partir do desmembramento do Campus Universitário de Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA), fortalecendo a política de interiorização do ensino superior federal na Amazônia. A proposta busca conferir maior autonomia administrativa, acadêmica e financeira à unidade, permitindo a ampliação da oferta de cursos, projetos de pesquisa e ações de extensão voltadas às necessidades específicas da região.

Área de abrangência

De acordo com o projeto aprovado, a Universidade Federal do Xingu atenderá diretamente 15 municípios paraenses:

  • Altamira
  • Anapu
  • Aveiro
  • Brasil Novo
  • Gurupá
  • Itaituba
  • Jacareacanga
  • Medicilândia
  • Novo Progresso
  • Pacajá
  • Placas
  • Porto de Moz
  • Senador José Porfírio
  • Uruará
  • Vitória do Xingu

Juntos, esses municípios concentram aproximadamente 430 mil habitantes em uma área estimada em 260 mil quilômetros quadrados, extensão territorial superior à de diversos estados brasileiros.

Desafio histórico da Amazônia

A criação da UFX ocorre em um contexto de grandes desafios para a democratização do ensino superior na Amazônia. As longas distâncias entre municípios, a dependência do transporte fluvial em muitas localidades e a concentração das instituições de ensino nas capitais dificultam o acesso de milhares de estudantes às universidades públicas.

Segundo a justificativa apresentada pelo autor do projeto, a nova universidade contribuirá para ampliar as oportunidades de formação superior e produção científica em uma região marcada por características sociais, econômicas, culturais e ambientais próprias.

Durante a discussão da matéria, o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) destacou que as dimensões continentais do Pará exigem uma estrutura universitária mais descentralizada para atender adequadamente as diferentes regiões do estado.

Potencial para pesquisa e desenvolvimento regional

Além da ampliação de vagas no ensino superior, a futura Universidade Federal do Xingu poderá fortalecer pesquisas estratégicas relacionadas à Amazônia, especialmente nas áreas de:

  • biodiversidade;
  • manejo florestal sustentável;
  • recursos hídricos;
  • mudanças climáticas;
  • agricultura e bioeconomia;
  • mineração e energia;
  • povos indígenas e comunidades tradicionais;
  • desenvolvimento regional sustentável.

A expectativa é que a instituição se torne um importante polo de produção científica voltado aos desafios e potencialidades da região amazônica.

Expansão da rede federal no Pará

Caso seja aprovada pela Câmara dos Deputados e posteriormente sancionada pela Presidência da República, a Universidade Federal do Xingu passará a integrar a rede federal de ensino superior do Pará, ao lado de instituições como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

A proposta reforça uma política nacional de interiorização das universidades federais, considerada fundamental para reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso à educação superior em áreas historicamente afastadas dos grandes centros urbanos.


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